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Jeep® Grand Cherokee “Falcão da picada”

Março 18, 2016

Com carroçaria citadina, o Cherokee melhorou as suas capacidades de evoluir na selva.

O que parece apenas mais um sua condenado à cidade e pisos fáceis, apresenta-se munido de soluções mecânicas e electrónicas para enfrentar condições off-road severas nesta versão Trailhawk que identifica os Jeeps mais capazes.

Artigo de O País – Motores

Não bastasse a alteração profunda do estilo da carroçaria tradicional (alta e angulosa) para mais baixa e arredondada dos modernos suv, a estética do novo Cherokee é também controversa, pelo capô perfurado a lembrar uma “dentuça” proeminente. O arrojo estético pode retrair quem estava habituado à solidez expressa nas sete barras verticais de assinatura de design dianteira dos Jeeps, mas o novo estilo geral não aprisiona o Cherokee nos limites do asfalto, pois há sete versões para todas as utilizações inclusive para puro off-road como a Trailhawck testada. Esta combina dois motores, tracção 4×4 de menor ou maior eficiência e suspensão mais elevada e articulada. E uma vez instalado no assento hiper confortável ajustável electricamente para a posição desejada (mais alta para off-road ou baixa para estrada) fica esquecido o debate sobre o estilo da dianteira do Cherokee, por tudo o que oferece de tecnologia mecânica e electrónica, e conforto.

Inequivocamente Off-Road

A Autostar deu-nos a provar o conjunto 3,2 litros de V6, caixa de nove velocidades e tracção 4×4 com a solução mais capaz Trail Rated Active Drive II Lock standard para o modelo.

Para além das cinco pré-selecções de tracção automática (auto, neve, sport, terra, lama e pedras) a opção de bloqueio do diferencial traseiro e selecção de “baixas, controlo automático para descidas e travessia de cursos de água.

Assim equipado e beneficiando de bons ângulos de ataque e saída, e protecções do chassis, o Cherokee está apto a enfrentar as “pistas” de puro off-road em que as chuvas recentes transformaram muitas vias do país como a da Boavista, em Luanda.

Mesmo no modo Auto, o conjunto suspensão-tracção e potência permitiram ultrapassar os troços mais acidentados com facilidade surpreendente, quer negociando os declives mais profundos, as irregularidades mais acentuadas, os charcos e lama em conforto e segurança.

À vontade na cidade

Fora da picada o Cherokee mais aerodinâmico de sempre, comporta-se como um desportivo se seleccionado o modo sport que afina o comportamento do chassis (suspensão, direcção e travagem mais firmes) e a resposta do V6 Pentastar que fica mais solicito a libertar os 271 cv através da desmultiplicação da caixa de nove velocidades.

Apesar da sua potência o Pentastar consome razoavelmente. Anojamos 12l/ 100km em média no percurso misto com mínimo de 6l /100km em velocidade estável de 100km/ h.

O Cherokee mostra-se agradável também na cidade pelo conforto, rapidez, agilidade, raio de brecarem curto e ajudas ao estacionamento. Accionando os dispositivos ParkSense, o Cherokee estaciona “sozinho” paralela ou perpendicularmente enquanto o condutor assiste ao evoluir da manobra pelo monitor de 8 polegadas alimentado pela câmara da retaguarda.

Mesmo dispensando a comodidade do estacionamento automático, ParkSense, o Cherokee ajuda o condutor a estacionar accionando o travão nos últimos centímetros que o separem de colidir com um obstáculo na sia traseira.

Outra ajuda vem dos radares colocados nas laterais que assinalam a proximidade de veículos nos ângulos de visão mortos do condutor e o previnem antes de mudar de faixa ou iniciar ultrapassagens. O Cherokee é rico em dispositivo de segurança que lhe conferiram valor elevado na certificação NCAP.

Rico igualmente em equipamento de comunicação e entretenimento através do sistema Uconnect, o “falcão da picada” é bem acabado e versátil no interior, dispondo da habitual modularidade dos assentos para adaptação à necessidade da carga.

Mais compacto do que as versões anteriores, o Cherokee combina de forma excelente a habilidade 4×4 tradicional com conforto e utilização em qualquer ambiente.